Na Escola da Vida de José Carlos de Lucca.
Por Miguel Calil
23 de novembro de 2025
Texto finalizado em 27 de novembro de 2025
Neste texto, temos uma resenha deste belíssimo e enriquecedor livro de 2025 do juiz de Direito José Carlos de Lucca. Este escritor e orador espírita é integrante do Grupo Espírita Esperança em São Paulo. O livro é Na Escola da Vida - Lições Espirituais para o Bem-Viver e faz uma abordagem que a vida é uma grande escola, um grande lugar de aprendizagem. Os problemas e em alguns casos pessoas das quais não temos tanta afinidade são mestres ocultos do nosso aprendizado. Fala da importância do amor com o próximo. Fala do entendimento de quem somos, o que viemos fazer neste plano terrestre, como lidar com os desafios da existência e para onde vamos, ao deixar a escola onde fomos matriculados por Deus.
A vida na Terra é uma excursão de aprendizado para a nossa alma imortal. Viemos do mundo espiritual e para lá regressaremos um dia. Não somos daqui; estamos provisoriamente neste mundo físico, para desenvolver os nossos potenciais divinos e aparar as nossas imperfeições. As conquistas do espíritos que valèm para a espiritualidade, não os bens materiais. Não que os bens materiais não sejam espirituais. Daqui de conquistas materiais nada levaremos.
Segundo o livro, muitas tradições espirituais espirituais afirmam que a vida na matéria é uma grande ilusão. Isso se explica pelo fato de que, na Terra, tudo é transitório, impermanente, efêmero. Cada escolha que fizermos na vida implicará inevitáveis consequências. Aquilo a que chamamos "destino" nada mais é do que o resultado dos caminhos que, ao longo do tempo, decidimos percorrer. O livro fala que a dor é um instrumento de evolução. Ela se assemelha a uma professora. Provação é oportunidade de promoção. A Terra é um Planeta-Escola ou Escola-Planetária com o intuito de fazermos evoluir, com uma trajetoria, obviamente longa, que não se faz em uma única existência. Essa longa caminhada, de muitos séculos, se faz em diferentes mundos, sendo a Terra um deles. Segundo a obra, na "categoria escolar", a Terra mais se assemelha a uma creche de crianças e seus jogos de ego, com anseio por domìnio e poder, vontade de que o mundo gire em torno de si, expectativas de que os outros atendam às suas necessidades e outros desejos ilimitados. O livro fala da queixa, da revolta e da inércia. Fala da resiliência diante dos desafios. Recomeçar sempre é tomar a vida de volta para nós, segundo o escritor. No livro, temos uma reflexão que os problemas decorrem uma função educativa para nosso espírito, estimulando-nos a corrigir em nós mesmos o que lhes deu origem. Aqui estamos para evoluir, para trabalhar os nossos pontos fracos, as nossas insuficiências ( ou defeitos). Uma das frases de De Lucca, no capítulo 10 - Não desista, temos a seguinte reflexão: "Enquanto há vida, há caminhos".
A humildade é uma das virtudes mais importantes para o nosso progresso material e espiritual, sendo matéria obrigatória no currículo da Escola-Planetária. Ela nasce de uma consciência pofunda de nós mesmos, de conhecermos nossas forças, nossas fraquezas, nossa luz e nossas sombra, nosso conhecimento e nossa ignorância, nossos potenciais e nossos limites, segundo a obra. Para que tornemos instrumentos da paz, precisamos ter paz em nós mesmos. Geralmente, o que combato no outro é o que não consigo aceitar em mim mesmo. E projeto esse conflito atacando as pessoas, como forma de aliviar as minha guerras interiores não resolvidas. O livro fala que é importante começarmos o dia com uma prece que nos predisponha a viver as horas que teremos com otimismo e consciência espiritual da missão que viemos realizar no mundo. Fala que a oraçao é a conectividade com Deus. É através dela que se comunicamos com Ele. É o fio de ligação com ele. A oração, segundo o livro, é o alimento indispensável à nossa alma.Quem ora, age com mais acerto. Através dela somos fortalecidos, encorajados e inspirados pelas Forças Divinas. Fala do orar pelos inimigos, desejando-lhes todo o bem. A oração nos faz sentir Deus próximos de nós. A oração, segundo o escritor, é o medicamento para a alma.
O escritor aborda além da questão da saúde física, a importância do cuidado com a saúde mental. José Carlos de Lucca em capítulo que fala de julgamento ao próximo cita o psicoterapeuta Carl Jung: 'Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método para lidar com a escuridão dos outros".
A Humanidade tem feito progressos admiráveis nos campos científicos e tecnológicos, mas no campo moral, ainda a sociedade marcha lentamente. A obra fala do perdão e de que é preciso se desapegar das ofensas, dos rancores, soltar tudo o que feriu o coração, retirar a flecha que nos atingiu, pois, sem isso , a ferida continuará sangrando e doendo. Para não procurar nos vitimizar. Segundo a obra, somos seres humanos em constante contrução da nossa evolução. Não buscar o perfeccionismo em si, nem nos outros. A morte não é o fim de tudo. A morte é a passagem da alma da vida física para a vida espiritual, seu lar verdadeiro, onde dependendo do merecimento, encontraremos nossos afetos queridos. O livro fala da Reforma Ìntima, que é a procura pela nossa melhora como seres humanos. A dor vai fazer com que procuremos essa Reforma Íntima. Perdoar traz muitos benefícios para a saúde física, emocional e espiritual. A mágoa faz a gente adoecer. Jesus dizia que é preciso perdoar para ser perdoado.
Cultivar o bom ânimo é essencial para a vida. O autor cita a poluição mental: memórias tolorosas do passado, traumas, noticias sensacionalistas, tendência à maledicência, intrigas, discussões, criticismo e outros comportamentos poluem a nossa mente, gerando danos a nós mesmos. Eu, Miguel Calil, acrescento aos notíciarios policialescos e sensacionalistas, as novelas e séries que dão mau exemplo e vangloriam os criminosos como a série Tremembé da Prime Video. Afinal de contas, despoluiremos as nossas vidas, fazendo o bem e mudando o nosso padrão mental.
Quando a mente está tomada pela tristeza, podemos dizer que o corpo também fica triste e sofre junto, podendo gerar várias doenças. Em suma, pensamento pode ser veneno ou remédio.
Segundo o autor, a evolução é processo gradativo. A completa Iluminação espiritual não é algo que se alcante do dia para a noite. De um ano para o outro. Nem mesmo de uma existência para a outra. Ela é obra de milênios.
O autor fala que a vida tem seu altos e baixos: com matérias mais fáceis, disciplinas mais rigorosas. O que a vida quer de nós é coragem para enfrentar a gangorra que é a nossa existência. O culto mais legítimo a Deus é o que fazemos quando saimos do templo. No capítulo 48, o escritor escreve que a primeira atitude para quem deseja viver em paz no mundo é praticar a aceitação das situações e das pessoas.
Vida é realização, segundo o escritor. O escritor fala de nós na vida buscarmos nos realizar profissionalmente e pessoalmente.
Os que se foram desta vida, partiram para a espiritualidade, continuam na Escola da Vida, mas passaran para outras salas de aula, segundo o autor. Estão trabalhando, servindo e amando os entes queridos que ficaram na Terra. O escritor cita a temática do suícidio e diz que essa não é a solução para fuga dos problemas. Somente agrava na espiritualidade. O escritor fala da busca por ajuda. O esscritor fala do perdão. Que perdão é remédio; perdão cura os grandes males da vida.. O autor fala da importância do amor em nossas vidas e do autoamor. Em consequência, saímos daquela fase infantil, em que vivemos dependentes do amor alheio.
É um belíssimo livro, de fácil e rápida leitura, engrandecedor, com belíssimas mensagens de como viver na Escola da Vida.



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